A RAINHA

23/10/2012 22:37
 

SINOPSE

 

A notícia da morte da princesa Diana se espalha rapidamente pelo mundo. Incapaz de compreender a reação emocional do público britânico, a rainha Elizabeth II (Helen Mirren) se fecha com a família real no palácio Balmoral. Tony Blair (Michael Sheen), o recém-apontado primeiro-ministro britânico, percebe que os líderes do país precisam tomar medidas que os reaproximem da população e é com essa missão que ele procura rainha.

 

O DISCURSO DA RAINHA

Neste ano de 2011, o filme O Discurso do Rei rendeu a Colin Firth o Oscar de Melhor Ator, por viver o Rei George IV da Inglaterra. Em 2007, o filme que venceu o Oscar de Melhor Atriz foi ‘A Rainha’, longa de Stephen Frears que mostrou a atriz Helen Mirren absolutamente perfeita como a rainha Elizabeth II.

Podemos dizer, portanto, que a família Real do Reino Unido é uma grande fonte de grandes histórias e grandes interpretações.

Em A Rainha, Helen Mirren vive a monarca de maneira poderosa e humana em um momento muito delicado para a monarquia britânica e a política. Após a posse do primeiro ministro Tony Blair, Elizabeth II é obrigada a lidar com a comoção nacional (e mundial) sobre a morte da ex princesa Diana. Obrigada a ceder suas preocupações conservadoras e a influenciar-se pelo novo e “moderno” Primeiro Ministro, a rainha resolve tomar atitudes totalmente sem precedentes na história das monarquias europeias.

O filme A Rainha é um grande filme. Apesar das muitas cenas internas, as poucas cenas externas são lindas, em especial quando Elizabeth vê um cervo de perto – tudo isso graças ao excelente trabalho do diretor de fotografia brasileiro Affonso Beato (O Amor nos Tempos do Cólera, Água Negra). As atuações são todas impecáveis: Michael Sheen e Helen Mirren são os grandes destaques, mas James Cromwell, Roger Allam e Helen McCrory mostram versatilidade em seus personagens.

O diretor foi muito feliz em seu trabalho ao alternar cenas reais de arquivo dos momentos mostrados na TV e outras cenas criadas como se fossem de arquivo.

Além de tudo isso, A Rainha é um ótimo filme que faz uma excelente “dobradinha” com O Discurso do Rei. Afinal, trata-se apenas de uma geração de diferença entre um filme e outro, e é possível tratar um paralelo muito interessante entre ambos os filmes: nos dois, a (o) monarca necessita de ajuda externa para superar suas dificuldades, e precisa ser mais do que Rei/Rainha para conquistar seus súditos: em tempos de rádio/televisão, é necessário ser carismático e se render aos desejos do povo.

Elizabeth II (Helen Mirren) e a Rainha Mãe (Sylvia Syms) logo atrás.

Em tempos de democracia, quem manda é o povo (e a mídia, é claro), enquanto que os monarcas e políticos precisam desenvolver estratégias para cumprir suas funções e unir os povos.

Uma curiosidade: a “personagem” da Rainha Mãe, vivda por Sylvia Syms em A Rainha, é a mesma que foi vivida por Helena Bonham Carter em O Discurso do Rei.

No fim das contas, o filme poderia ter outros dois títulos alternativos: “A Rainha, a Princesa e o Primeio Ministro”, ou então “O discurso da Rainha”.

 

CURIOSIDADE

Na exibição de A Rainha no Festival de Veneza a intepretação de Helen Mirren recebeu 5 minutos de ovação, após o término da sessão. - Exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, no Festival do Rio 2006.

 

IMAGENS DA PRINCESA DAIANA

 

google-site-verification=7DNCdFb26IS17_JI37lMpTHZF6Cm97ux4UJ6xMRLTDo
Voltar